quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Amigos de Escola

Há uns 5 anos atrás fui a um destes encontros de colegas de escola. Colegas que não via há 23 anos... Isso mesmo, depois que terminei o colegial, a grande maioria quase absoluta nunca mais vi. Cada um tomou seu rumo na busca do diploma universitário e dos desafios que a vida nos preparava... mas também nunca tínhamos marcado nenhum encontro né , como é que a gente ia ser ver???
Bom, o encontro em si foi um sucesso total... Foi muita gente, de várias classes e da mesma época... Foram alguns professores, nossa Diretora (Floriscena, que elegância, que classe, que sabedoria, sempre acima de qualquer dúvida, não havia pergunta sem resposta convincente, essa mulher deveria ser Presidente da República), e um monte de ex-alunos e alunas e mais esposas (os) e filhos...
Reinou um clima de alegria e emoção tão grande, que nem naquela época de escola havia tido. Parecia que o amadurecimento e tudo o que havíamos passado nestes anos nos fizeram dar o real valor que a Escola e os colegas tiveram em nossas vidas. Foi realmente emocionante. Tanto que de lá para cá todos os anos temos nos reunidos, às vezes até duas vezes por ano.
Bem, de tudo isso, o mais marcante para mim é a nossa relação. É incrível, mas o tempo não apagou a amizade, a intimidade e mesmo a antipatia que tínhamos mesmo sem nos ver há mais de 20 anos: os chatos continuam chatos e os colegas pelos quais eu tinha admiração continuam tendo todo o meu respeito ou maior, mas rever a todos foi, além da emoção, uma grande revelação.
Digo isso porque agora vejo com grande clareza a importância que estas pessoas tiveram em minha vida, em minha formação, em meu caráter, em minhas idéias, até eu chegar em quem sou hoje. Algo que, claro, entre 12 e 17 anos não fazia a menor idéia, mas que hoje me toca.
Lembra quando a mãe da gente perguntava: Filho quem é esse menino que você está andando junto? Hoje não tem lição? Que folga é essa? O que que aconteceu na escola que você está com essa cara? Se você não estudar eu vou te tirar dessa escola... e eu fui estudar, porque eu não queria mudar de escola, e agora sei porque.
Porque na minha escola, tinham muitas pessoas que eu admirava e outras que eu até invejava, e todos foram exemplos que procurei seguir e fonte de onde extraí quem sou hoje... eles eram essenciais para mim e eu nem imaginava porque... eu não queria perdê-los... eu queria ir para a escola, eu queria, eu precisava vê-los... E agora, só agora, tudo faz sentido... e poder resgatar isto e ainda por cima reviver esta relação é simplesmente maravilhoso...
A todos eles, todo o meu respeito e admiração. Sem vocês não sei quem eu seria. E saibam que eu sou um cara muito feliz... Ah, a escola era o Colégio Oswaldo Cruz, ou Oswaldão para os íntimos...

4 comentários:

Anônimo disse...

denari,eu sinto tudo isso que vc escreveu sobre nós e o Osvaldão,praticamente crescemos juntos.Hj poder encontrar vcs novamente e passar algumas horas batendo papo e rindo.....é uma delícia !!!!!!!!
Vocês são umas delícias!!!!!!!!!

Marcos Lessa disse...

Eu só estudei um ano no Oswaldão. Apesar do pouco tempo, trago ainda hoje lembranças inesquecíveis. As pipocas do Olavo, o basquete na quadra da escola,as aulas na oficina, a política que o Sílvio sempre nos ensinava... Tantas que fica difícil enumerar. Mas uma delas, talvez a mais apropriada para lembrar a classe a qual pertenci, pra mim o símbolo daquele tempo, sem dúvidas a gargalhada do Marcão Denari.
Ele diz em seu post que é um cara bem feliz. Já o era naquele tempo e contagiava a todos nós com sua alegria. Mas ele era apenas uma peça daquele quadro mágico. Haviam clãs, grupos separados por afinidades ou interesses que nunca perdiam o elo entre si. Tanto que continuam, atualmente, da mesma forma que outrora: convivendo, se gostando, se respeitando e o mais importante: reconhecendo o valor do outro em suas vidas.
A felicidade é um grande mistério para alguns como eu, que acredito em "momentos felizes". Mas para nós, no instante em que estamos juntos e misturados, nossa busca termina, pois encontramos a tal felicidade.
Parabéns a nós por driblarmos nossas naturais diferenças e seguirmos de mãos dadas pelas estradas de nossas vidas.

Fábio Saad Barbosa disse...

Denari,
Acho que sou o maior privilegiado de toda esta estória. Tudo começou quando encontrei a alguns anos atrás em uma pizzaria o Maurício Zanin e o Peixe (Carlos Luz). Lembro como se fosse hoje. Perguntei: E a moçada do Osvaldão, nunca mais vi. Que tal tentarmos juntar a rapaziada depois de tantos anos? Vamos em frente? E foi neste dia que resolvemos procurar todos, culminando no nosso encontro que você comentou em seu blog. Cara, toda vez que lembro de todos os momentos, alegrias, tristezas, aprendizados, em ue passei com todos, choro que nem uma criança. Terei em meu coração sempre a lembrança fraterna de nossa amizade e espero poder sempre estar com todos.
Forte abraço,
Fabinho

Anônimo disse...

O Oswaldão não só fez parte de nossas vidas, como foi a base de tudo o que acumulamos de conhecimento, convivência, educação. Que diferença das escolas antigas para as de hoje.... Mas acho mesmo que a diferença está entre nós pais, ou alguns pais, que sob o pretexto de proteção e cuidados com os filhos, não permitem que a escola proporcione a educação que deveriam carregar do berço. Quem não se lembra da Dona Ester e suas sacudidas (O Marco Polo que o diga), da querida mestra e diretora Dona Floricena, do professor Vieti e sua química orgânica quase impossível de se entender à época. Porém hoje com tudo o que o Denari colocou, nós vemos como tudo foi tão importante na construção desses cidadãos, destes pais de família, desse queridos amigos que tanta falta nos faz no dia a dia. Na ápoca das amizades do Orkut, quanta falta faz aqueles jogos de futebol e queimada no recreio, aquela pelada na praia, principalmente quando começava a chover, aquelas brigas quase sempre com o Edelson e Mariano na saída das aulas, e até das sacudidas da Dona Ester, que tínhamos medo de contar para nossos pais, porque eles com certeza nos dariam outras sacudidas, porque invarialmente tínhamos aprontado alguma e estávamos errados. Tudo isso é muito importante para a formação de uma pessoa e quando percebemos isso e podemos aplicar na educação de nossos próprios filhos eu acho que é uma dádiva. Ficamos velhos e nostálgicos mas o mais importante é ter a capacidade de reconhecer a importância dos amigos na vida da gente e tirarmos lições para passar a nossos filhos, na tentativa de criarmos uma sociedade digna de pessoas honestas e trabalhadoras, como nós do Oswaldão nos tornamos.
Mauricio Zannin.